"E pus-me sobre a areia do mar, e vi saindo do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre seus chifres, dez estrelas, e sobre suas cabeças, um nome de blasfêmia. [...] E foi lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhes poder para agir por quarenta e dois meses." (Ap. 13:1-5)
Essa citação do livro de Apocalipse nos figura a imagem da besta que subiu do mar. Temos que entender três coisas para que possamos estudar esses versículos: a primeira é que, em linguagem profética, mar ou águas significam povos (Ap. 17:15), besta ou animal significa rei ou reino (Dn. 7:17+23) e que quarenta e dois meses, em tempo profético equivale a 1260 dias literais, e que um dia equivale a um ano literal, então temos 1260 anos.
Dito isto podemos começar o estudo. Segundo João, a primeira besta seria semelhante ao leopardo, teria pés de urso e boca de leão e o poder do dragão (Satanás) seria seu também. Analisamos isso da seguinte maneira: o leopardo é um dos animais mais velozes do mundo, e a besta seria também veloz para atingir seus objetivos; o urso tem patas enormes que matam aqueles que o incomodam, assim como a besta fez em 1260 anos; a bocarra do leão engole tudo o que vê pela frente, assim como a besta, com seu alimento, os cristãos desviados.
Essa besta sairá de dentre os povos, então será querida pelos povos, que a adorarão (Ap. 13:4).Essa besta guerrearia contra os santos e proferiria blasfêmias por 1260 anos, e aí temos o cumprimento da primeira profecia: o único "rei" ou líder que, em todas as épocas governou com as características dos animais acima e que sempre obteve o 666 em sua cabeça foi o papa, líder da igreja católica apostólica romana. Então, podemos dizer com certeza que o papa é a besta do Apocalipse que foi, é e um dia mostrará sua verdadeira face satânica. Justamente a profecia dos 42 meses se cumpre na "Santa" Inquisição, onde milhares de santos foram vencidos (Ap. 13:7) e perseguidos (Mt. 24:9) por 1260 anos, ou 42 meses proféticos. De 538 d. C. a 1798 a igreja católica perseguiu os cristãos que não aderiram às suas propostas pagãs, e seu reinado acabou com a "chaga mortal" (Ap. 13:3), ou a perda do poder papal no dia em que Bonaparte aprisionou Pio VI, dando fim à Idade das Trevas. Porém, a chaga mortal foi curada com a devolução das terras ao papado por Benito Mussolini, em 1929, dando novamente o poder à Roma e a igreja Católica.

.jpg)